Livro: Ser Tão Mineiro
dos 25 anos de publicação do livro.
Comente!
Por Manoel Crisóstomo Silva
| 01 | DESENVOLVIMENTO GERENCIAL | 40 H |
| 02 | NEGOCIAÇÃO:PREPARANDO-SE PARA GANHAR | 16 H |
| 03 | ATENDENDO COM QUALIDADE | 16 H |
| 04 | FORMAÇÃO DE INSTRUTORES/MONITORES | 40 H |
| 05 | HABILIDADES GERENCIAIS | 24 H |
| 06 | VISÃO E RACIOCÍNIO ESTRATÉGICOS | 16 H |
| 07 | GESTÃO DE PESSOAS | 24 H |
| 08 | RECICLAGEM DE CAIXA EXECUTIVO | 16 H |
| 09 | DESENVOLVIMENTO DE EXECUTIVOS | 40 H |
| 10 | PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO | 24 H |
| 11 | ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO | 16 H |
| 12 | TOMADA DE DECISÃO | 16 H |
| 13 | VISÃO SISTÊMICA DAS ORGANIZAÇÕES | 16 H |
| 14 | EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE GERÊNCIA | 16 H |
| 15 | DELEGAÇÃO/EMPOWERMENT | 16 H |
| 16 | LIDERANÇA | 16 H |
| 17 | MOTIVAÇÃO | 16 H |
| 18 | COMUNICAÇÃO | 16 H |
| 19 | DIMENSÕES DO DESEMPENHO GERENCIAL | 16 H |
| 20 | FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS | 16 H |
| 21 | TÉCNICAS DE LIDERANÇA DE REUNIÕES | 16 H |
| 22 | GESTÃO PELA QUALIDADE | 24 H |
| 23 | EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ECONÔMICO | 24 H |
| 24 | ECONOMIA, ECONOMISTAS, MERCADO E TENDÊNCIAS | 16 H |
| 25 | TRANSPORTE FERROVIÁRIO, RODOVIÁRIO E MARÍTMO | 16 H |
| 26 | LRF - LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL | 16 H |
| 27 | AGRONEGÓCIO: REALIDADE E TENDÊNCIAS | 16 H |
Em nossa vida encontramos diversos tipos de pessoas que, de uma forma ou de outra, estão sempre nos enviando algum tipo de mensagem, positiva ou negativa. É claro que a nossa mentalidade tacanha não nos permite perceber e capitalizar a maioria delas. Existem pessoas que são lindas fisicamente e sem nenhum conteúdo. Como diria o velho adágio, “por fora bela viola, por dentro pão bolorento”. Não sei bem porque me veio a imagem da Pamela Anderson na cabeça...
Existem pessoas que são horríveis fisicamente e com um enorme conteúdo. Estão sempre passando algum ensinamento e superando as nossas expectativas. É o caso, para mim, do Mahatma Gandhi. Esmilinguido, mal-acabado, mal vestido, com uma aparência de gafanhoto subnutrido enrolado em panos de algodão, que ele mesmo tecia, é para mim a negação da beleza física. Para piorar as coisas, em várias fotografias Gandhi aparece de pé, com uma das pernas encolhidas, tal qual uma garça no brejo ou uma seriema no cerrado. Foi a gota d’água. Decidi não mais contemplar a imagem do Gandhi, restringindo-me a me deliciar com os seus escritos.
Meu filho, o Cristiano, foi fazer um intercâmbio na Índia. Ficou lá um ano. Um dia, conversando com ele, ele me falou, mostrando uma foto do Mahatma Gandhi com uma das pernas encolhidas:
- Pai, sabe por que o Gandhi está de pé e com uma das pernas encolhidas?
- ???
- É que ele mantinha contato com um grande número de pessoas por todo o extenso território da Índia e recebia muitas reclamações pela longa duração das suas preleções e reuniões, o que provocava dores nas pernas dos seus ouvintes, já que na maioria das vezes, tais eventos eram realizados de pé, em praças e logradouros públicos, onde ele permanecia assentado.
- !!!
- Então, ele resolveu adotar o costume de falar de pé. Porém, como Gandhi era borbulhante de idéias e muito prolixo, as reclamações continuaram. A maneira que ele encontrou para colocar algum tipo de controlador na sua tendência a falar além do necessário foi introduzir algum tipo de incomodo físico: passou a falar apoiado em apenas uma das pernas.
- ?!?!?!
- Conclusão: O Gandhi pode não ter sido o Brad Pitt do seu tempo, mas era uma pessoa muito inteligente, com idéias importantes para as pessoas, preocupado em aperfeiçoar sua comunicação e propondo uma solução simples para a administração do seu tempo e de seus interlocutores. Alguns dos atuais líderes nacionais e internacionais poderiam adotar a proposta do Mahatma.
Depois desta conversa com o meu filho Cristiano, passei a perceber alguma semelhança, embora mínima, entre as canelas do Mahatma Gandhi e as canelas da Marlene Dietrich, uma espécie de Sharon Stone do século passado, no quesito pernas!
Ministro treinamento em diversos tipos de empresas. Mesmo aparentemente igual, cada atividade tem suas características, tal qual uma partida de futebol, que torna meu trabalho muito desafiador e prazeiroso. Certa vez fui contratado por uma empresa de construção civil para conversar com seus gerentes, responsáveis pela motivação dos mestres de obra, pedreiros, eletricistas, pintores e serventes. O problema era que existiam dois prédios em construção. Mesmo tendo as mesmas condições de trabalho, o desenvolvimento das obras era significativamente melhor em um deles. Qual era a causa de tal diferença?
Depois de realizar várias reuniões e estabelecer algumas linhas de ação, aproveitando uma folga na agenda, fui fazer uma visita aos prédios, um localizado perto do outro, que coincidiu com a hora do almoço. Os empregados de ambos os prédios recebiam marmitas, com a mesma comida, fornecidas por uma mesma cantina (Você sabe o que é uma marmita? Já comeu de marmita? O brigadeiro Eduardo Gomes chegou a perder uma eleição para presidente do Brasil por causa de um slogan: “marmiteiro não vota em brigadeiro”. Se não sabe, pesquise na internet).
Uma coisa me chamou a atenção. Num dos prédios, o de pior desempenho, as marmitas ficavam amontoadas num canto, sob poeira e esfriando, até a hora de ser servidas. O pessoal vinha almoçar com o espírito de um autêntico bóia-fria. No outro prédio, o de melhor desempenho, as marmitas eram colocadas em banho-maria num fogão, cobertas e entregues limpas e quentinhas na hora de comer. O entusiasmo do pessoal na manobra do garfo dava gosto de ver. Esta era a grande diferença entre os dois prédios: a forma como as pessoas eram tratadas, a forma como eram motivadas.
Muitas vezes nas minhas palestras eu abordo o tema Motivação. E às vezes até acabo complicando um pouco sua abordagem. O caso das marmitas mostra que a questão pode ser mais simples do que parece. Muitas vezes queremos descobrir ou inventar uma marmita para os nossos funcionários, propondo cardápios caros e sofisticados, enquanto que o que precisamos fazer é valorizar o conteúdo que a pessoa já traz consigo, esquentando a sua “marmita existencial” - valorizando seu trabalho, reconhecendo seus esforços e recompensando seu desempenho. Então, mantenha sua marmita aquecida e ajude sua equipe a manter as demais marmitas quentes. Bon apetit !!!
Quinta-feira fui andar no Parque Barigui. Manhã bonita, final de outono. Muita gente sarada e jovem. Depois de duas horas de caminhada, topei com um rebanho de carneiros que costumeiramente pasta nos gramados do Parque. Tem um senhor responsável pelos carneiros, que vai caminhando na frente e é seguido pelos mesmos. Pergunto:
- Os carneiros sempre seguem você?
- Não, quando os carneiros são novos é preciso que eu vá atrás deles, controlando o grupo, mantendo o roteiro e a velocidade. Depois de várias repetições, quando eles se acostumam com o meu jeito de tocar a tropa, é que eu posso ir à frente deles.
- E o comportamento dos carneiros é sempre o mesmo?
- Não, depende da idade do carneiro, do tempo que ele está no rebanho, da saúde do animal, do clima, da qualidade do pasto e do movimento no Parque. É preciso conhecer cada carneiro e encontrar uma maneira de melhor incluí-lo no grupo.
Fiquei pensando na última palestra que fiz, procurando definir e diferenciar os conceitos de Gerência e Liderança. Gerente é aquele que precisa obter resultados com e através de pessoas, ensina Peter Drucker. Deve mostrar o caminho, definindo objetivos, estabelecendo procedimentos e atribuindo responsabilidades. E cobrar resultados direto e reto. Líder, nas palavras de Peter Senge, é aquele que tem e compartilha um ideal. É fundamental que ele transmita sua idéia com clareza, entusiasmo e credibilidade para que as pessoas assumam sua visão e se proponham a segui-lo por vontade própria. E investir forte na motivação das pessoas. Então, se você acha que é um líder é bom olhar para trás e ver se tem alguém lhe seguindo.
O gerente utiliza mais seu poder de posição, atuando sobre o conjunto das pessoas. O líder utiliza mais seu poder pessoal, dando um tratamento individualizado a cada membro de sua equipe.
Você é capaz de encontrar outras características que ajudem a entender e diferenciar os conceitos de gerência e liderança? Ah, você acha que os carneiros do Barigui têm alguma coisa a ver com o assunto?
Um vídeo compacto e resumido da essência do pensamento de Taylor.
Manoel Crisóstomo Silva - macrisi@swi.com.br
Mestre em Ciências da Educação pela Universidade Internacional de Lisboa; Graduado em Ciências Econômicas - Economia, pela UFPR - Universidade Federal do Paraná e Pós-Graduado em 1) Administração de Empresas - Recursos Humanos, pela FAE - Faculdade Católica de Administração de Empresas e Economia - Curitiba/PR; 2) Administração Bancária - ASBACE - Brasília/DF; 3) Marketing em Empresas Públicas - FGV - Brasília/DF; 4) Metodologia do Ensino Superior - FESP - Fundação de Estudos Sociais do Paraná. - Curitiba/PR; 5) Educação a Distância - FACINTER - Faculdade Internacional de Curitiba. Escritor, Publicitário e Consultor.
Empresas para as quais já prestou serviço:
· ANTÁRCTICA
· ASCON
· ASSOCIAÇÃO COMERCIAL PR
· BALAROTTI
· BANCO DO BRASIL
· CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
· CÂMARA JÚNIOR
· COCA-COLA
· COPEL
· DETRAN
· ELECTROLUX
· FACCAR
· FACINTER
· FUNCEF
· GAZETA DO POVO
· GOVERNO DO PARANÁ
· HOSPITAL N. S. GRAÇAS
· HOTEL RAYON
· IMPRENSA OFICIAL
· INFRAERO
· INSS
· MT/FAT
· NESTLÉ
· PESQUISA IMÓVEIS
· PREFEITURA M. S. J. PINHAIS/PR
· PUC
· RECEITA FEDERAL
· RENAULT
· SASSE SEGUROS
· SETCEPAR
· TRIB. REG. DO TRABALHO
· UEPG
· VOLVO
· XEROX